Rolling Stones em Porto Alegre


sábado, 12 de março de 2016



Semana passada Porto Alegre presenciou mais um show que ficará marcado na história, de uma banda que influenciou uma geração e traz em suas canções e estilo o verdadeiro significado do rock n'roll. É com emoção relembrando o dia 02 de março de 2016 que venho compartilhar com vocês um pequeno relato sobre o show da banda Rolling Stones!


Eu e minha prima Eduarda, do Gota de Champagne.


O show aconteceu no Estádio Beira-Rio e desde a manhã havia uma grande alvoroço no entorno, vez que muitas pessoas ficaram o dia inteiro esperando nove da noite chegar. Contudo, nem o tempo de espera nem os (bons) shows de abertura nos prepararam para o início de um show emocionante, animado, com músicas marcantes de uma das bandas mais importantes da história do rock. E com uma peculiaridade: os Stones tocaram abaixo de chuva.



Apesar do palco grandioso, com três telões cujas luzes mudavam perfeitamente conforme a música, a estrutura foi insuficiente para proteger os artistas do que atingiu o público desde os primeiros acordes: a chuva. Mas o que era para ter sido um enorme problema parece ter servido de combustível não só para a plateia como para a banda cinquentenária, cujos roqueiros deram um show de vitalidade. Entre sorrisos, os Stones demonstravam estar curtindo tocar em Porto Alegre, e apesar da chuva pesada, percorriam a passarela e em nenhum momento diminuíram a energia que passavam para os fãs. Mick Jagger dançou, rebolou, fez o público cantar junto e usou gírias porto-alegrenses para se dirigir à plateia, nos saudando com um amigável "e aí, gurizada!" e apresentando Ronnie Wood como um gaúcho que toma chimarrão.



O show iniciou com Jumpin' Jack Flash e apresentou um repertório sólido, com It's Only Rock n' Roll, Let's Spend the Night Together (a música escolhida pelo público) e Ruby Tuesday, uma grata surpresa. Outras músicas tocaram, como Paint It Black, e duas tiveram Keith Richards no vocal. Para mim, a melhor parte do show começou com a fantástica Gimme Shelter, seguida de uma sequência arrebatadora com Start me Up, Sympathy for the Devil (com um palco repleto de símbolos satânicos e Mick Jagger vestindo uma capa vermelha), Brown Sugar e o bis, em que o Coral da PUCRS cantou You Can't Always Get What you Want e depois todo o estágio pulou com (I Can't Get No) Satisfaction".


Foto: Kevin Mazur (Fonte: Jornal do Comércio


Apesar de muitas bandas talentosas terem vindo para Porto Alegre nos últimos anos, a verdade é que nunca se viu show igual: com quase ou mais que setenta anos, os artistas mostraram mais energia que muita gente, isso que o público foi muito participativo e não parou um minuto de pular e curtir o show. O talento musical é indiscutível, mas uma das coisas mais impressionantes na apresentação ao vivo é a presença de palco de Mick Jagger, o carisma que todos da banda demonstram e a parceria entre eles, que há cinquenta anos tocam juntos. Quem viveu uma vida quebrando limites, marcou a história do rock e há muito já fez fama e fortuna não toca por dinheiro, mas por prazer. Acredito que os Rolling Stones ficaram muito satisfeitos de tocarem em Porto Alegre - e eu, feliz e emocionada com a oportunidade única de presenciar uma das maiores bandas da história.

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