Semana passada Porto Alegre presenciou mais um show que ficará marcado na história, de uma banda que influenciou uma geração e traz em suas canções e estilo o verdadeiro significado do rock n'roll. É com emoção relembrando o dia 02 de março de 2016 que venho compartilhar com vocês um pequeno relato sobre o show da banda Rolling Stones!

Eu e minha prima Eduarda, do Gota de Champagne.
O show aconteceu no Estádio Beira-Rio e desde a manhã havia uma grande alvoroço no entorno, vez que muitas pessoas ficaram o dia inteiro esperando nove da noite chegar. Contudo, nem o tempo de espera nem os (bons) shows de abertura nos prepararam para o início de um show emocionante, animado, com músicas marcantes de uma das bandas mais importantes da história do rock. E com uma peculiaridade: os Stones tocaram abaixo de chuva.
Apesar do palco grandioso, com três telões cujas luzes mudavam perfeitamente conforme a música, a estrutura foi insuficiente para proteger os artistas do que atingiu o público desde os primeiros acordes: a chuva. Mas o que era para ter sido um enorme problema parece ter servido de combustível não só para a plateia como para a banda cinquentenária, cujos roqueiros deram um show de vitalidade. Entre sorrisos, os Stones demonstravam estar curtindo tocar em Porto Alegre, e apesar da chuva pesada, percorriam a passarela e em nenhum momento diminuíram a energia que passavam para os fãs. Mick Jagger dançou, rebolou, fez o público cantar junto e usou gírias porto-alegrenses para se dirigir à plateia, nos saudando com um amigável "e aí, gurizada!" e apresentando Ronnie Wood como um gaúcho que toma chimarrão.
O show iniciou com Jumpin' Jack Flash e apresentou um repertório sólido, com It's Only Rock n' Roll, Let's Spend the Night Together (a música escolhida pelo público) e Ruby Tuesday, uma grata surpresa. Outras músicas tocaram, como Paint It Black, e duas tiveram Keith Richards no vocal. Para mim, a melhor parte do show começou com a fantástica Gimme Shelter, seguida de uma sequência arrebatadora com Start me Up, Sympathy for the Devil (com um palco repleto de símbolos satânicos e Mick Jagger vestindo uma capa vermelha), Brown Sugar e o bis, em que o Coral da PUCRS cantou You Can't Always Get What you Want e depois todo o estágio pulou com (I Can't Get No) Satisfaction".

Foto: Kevin Mazur (Fonte: Jornal do Comércio
Apesar de muitas bandas talentosas terem vindo para Porto Alegre nos últimos anos, a verdade é que nunca se viu show igual: com quase ou mais que setenta anos, os artistas mostraram mais energia que muita gente, isso que o público foi muito participativo e não parou um minuto de pular e curtir o show. O talento musical é indiscutível, mas uma das coisas mais impressionantes na apresentação ao vivo é a presença de palco de Mick Jagger, o carisma que todos da banda demonstram e a parceria entre eles, que há cinquenta anos tocam juntos. Quem viveu uma vida quebrando limites, marcou a história do rock e há muito já fez fama e fortuna não toca por dinheiro, mas por prazer. Acredito que os Rolling Stones ficaram muito satisfeitos de tocarem em Porto Alegre - e eu, feliz e emocionada com a oportunidade única de presenciar uma das maiores bandas da história.
















0 comentários