Veneza parece uma pintura, e o primeiro momento no qual constatamos isso é logo na saÃda da estação de Venezia Santa Lucia, quando ficamos de frente com o Gran Canale e compreendemos que estamos em uma cidade diferente de todas as outras. É uma cidade pitoresca e fascinante, uma cidade construÃda pelas águas, uma cidade na qual carros e ônibus são substituÃdos por barcos e "vaporettos". E a melhor coisa a ser feita é se perder em Veneza.

Veneza é uma cidade formada por cerca de 120 ilhas anexas que conta com apenas duas pontes ligando-a ao restante do continente. Apesar de ser conhecida por sua belÃssima arquitetura e por ser lar de grandes obras de arte, já que foi uma cidade de importância no perÃodo renascentista, Veneza chama a atenção por causa dos seus mais de 170 canais, das ruas labirÃnticas e das mais de 400 pontes, que formam um convite ao turista para entrar naquela pintura e apreciar cada ponto da cidade.
Começamos nosso passeio com uma atividade que pode parecer turÃstica, mas que consiste simplesmente em passear pela principal avenida da cidade usando o meio de transporte mais comum dos venezianos: andamos de vaporetto pelo Gran Canale. Com nossos passes de transporte da Venezia Única, pegamos um Vaporetto da Ferrovia e andamos com ele até Rialto, em um trajeto no qual foi possÃvel conhecer o Casino, as mãos monumentais criadas pelo artista Lorenzo Quinn, a Ponte Rialto e as casas, hotéis e restaurantes que circundam o canal.

Descendo do vaporetto, mesmo com um mapa foi necessária bastante intuição para chegar à Piazza di San Marcos, em um curto trajeto que, apesar de algumas sinalizações, foi bastante fácil cair em um dos tantos becos sem saÃda. Chegando na Piazza, principal ponto turÃstico da cidade, impossÃvel não se maravilhar com a grandiosidade da BasÃlica de San Marcos e com a imperiosidade do Palazzo Ducale. HavÃamos planejado entrar em todos os pontos turÃsticos, mas a Torre dell’Orologio(no qual se pode ter a melhor vista da cidade) estava fechado e deixamos de visitar o Palazzo Ducale e o Museo Correr para passearmos mais um pouco pela cidade. Para quem deseja visitar a BasÃlica de São Marcos, a entrada é gratuita e vale à pena o passeio, mas é necessário pagar 3 euros caso se queira ver os tesouros e 5 euros Museu de São Marcos.
Saindo da Piazza di San Marco e contornando o Palazzo Ducale, iniciamos uma longa caminhada pela Riva degli Schiavoni, com suas tantas lojas de artesanato e passeios de gôndola. Vimos de longe a romântica Ponte dei Sospiri - que, na verdade, tem esse nome por ser o local onde os condenados à morte passavam pela última vez -, fizemos uma ótima caminhada no final de tarde e, depois, após nos perdermos novamente pelos labirintos de Veneza, voltamos para conhecer Veneza de uma forma ainda mais espetacular: à noite, fazendo o Passeio de Gôndola.

Agendamos nosso passeio em uma das companhias perto da Riva Degli Schiavoni e pagamos 80 euros para o casal, preço tabelado que aumenta a partir das 19h00. Alguns passeios são pelo Gran Canale, mas como já havÃamos andado de Vaporetto, nossa ideia era conhecer lugares menos visitados pelos turistas, e nesse aspecto o passeio foi perfeito: depois de passar pela Ponte dei Sospiri, andamos pelos pequenos canais e nos apaixonamos ainda mais um pelo outro e por Veneza. É um passeio extremamente Ãntimo e romântico, mas também é uma tradição importante (a profissão de gondoleiro passa de pai para filho) e uma maneira única de conhecer Veneza por outro ângulo.

Cheguei em Veneza com um roteiro programado, pronta para entrar em todos os pontos turÃsticos possÃveis. Joguei meu roteiro para o alto quando descobri que a cidade em si já é uma obra de arte e, após conhecer a Ponte Rialto e a Piazza di San Marcos, fiquei muito tempo passeando e me perdendo pelas ruas de Veneza.
















quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018