Conheça o cemitério da Recoleta, em Buenos Aires


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O quão estranho é visitar um cemitério durante uma viagem? E se eu disser que um dos maiores pontos turísticos de Buenos Aires é o Cemitério da Recoleta, que inclusive conta com visitas guiadas e mapa dos túmulos mais famosos? Bizarro, eu sei. Mas dando uma voltinha (bem rápida, para os fantasmas não pegarem!) pelo lugar dá para entender o porquê deste cemitério ser um dos mais visitados do mundo.



O Cemitério da Recoleta é um cemitério localizado no bairro Recoleta que chama atenção pelas belíssimas esculturas de arte e por ser a morada final de diversas personalidades da Argentina. É praticamente um museu a céu aberto, com obras de artistas como Luis Perlotti, Rene Sargent, José Fioravanti e diversos outros escultores.



Algumas pessoas famosas foram enterradas no cemitério, inclusive presidentes como Domingo Faustino Sarmiento. O túmulo mais procurado era, sem dúvida, o túmulo da Evita Perón. É bacana por ser quem ela era, mas a verdade é que havia túmulos bem mais suntuosos no cemitério - não faço ideia de quem eram, mas eram túmulos lindos! Alguns pareciam mini capelinhas, haha.



Verdade seja dita, o Cemitério é um lugar muito bonito, mas continua sendo macabro. Era muito estranho ver as pessoas passeando bem tranquilas, tirando selfies, até mesmo procurando os túmulos famosos, mas sem se preocupar realmente com quem eram essas pessoas enterradas. Será que não estamos perturbando os mortos? Eu até tirei umas fotinhos, mas confesso que senti uma sensação meio estranha. Outra coisa bizarra que eu notei era a quantidade de gatos. Ninguém está falando que gatos são do mal, mas eu não vi nenhum cachorro por lá hehehe



As esculturas do Cemitério da Recoleta são tão ricas em detalhes e os túmulos tão pomposos que dá para ficar algumas horas por lá. No entanto, preferimos dar uma voltinha para conhecer o lugar, tirar algumas fotos das sepulturas mais bonitas e voltar ao mundo dos vivos, onde um delicioso final de tarde pela Recoleta nos esperava.

Endereço: Junín 1760, 1113 CABA, Argentina
Horário: 07h00 às 17h30
Entrada: Gratuita

Postagens Relacionadas

Resenha: ZumBeatles - Paul está morto-vivo


domingo, 24 de abril de 2016



Sempre gostei dos livros publicados pelo Grupo Editorial Record, mas desde que fui convidada para participar de ações especiais (nas quais eles me enviam um livro 'surpresa' para resenha), eles estão me encantando mais e mais. Já achei muito bacana a iniciativa e fiquei muito animada ao receber o livro Voo Fantasma, de Bear Grylls, mas imaginem a minha surpresa ao receber um livro sobre Beatles, a melhor banda do mundo?! Dessa vez, a história da banda é contada com boa dose de humor em ZumBeatles - Paul está morto-vivo, de Alan Goldsher.



Teste h2



ZumBeatles tem como proposta apresentar a trajetória dos Beatles desde o início da brilhante carreira até o auge da Beatlemania, os eventos mais importantes para a banda até a atualidade, afinal, excetuando o ninja Ringo Starr (sim!), todos eles são reimaginados como zumbis e por esse motivo são eternos. Para tanto, o livro mescla momentos reais com ficção, contando como John Lennon tornou-se um zumbi no nascimento, como infectou e fez amizade com Paul McCartney, no que o estado de 'morto-vivo' interfere e como desde o início ele tinha um plano de dominar o mundo - o que, ao meu ver, conseguiu. Tudo isso é contado por meio de entrevistas feitas aos próprios Beatles e a pessoas que se envolveram com a banda, como Brian Epstein e George Martin.



A capa do livro é uma paródia ao álbum Abbey Road e o título é muito criativo, com um divertido trocadilho (ZumBeatles) e uma referência à lenda urbana sobre a morte de Paul McCartney, em 1966. Infelizmente, o título me deu a falsa expectativa de que teria uma trama e que em determinado momento fosse abordada a lenda quando, na verdade, Paul McCartney é um zumbi desde a adolescência e o livro não é bem uma história, mas uma coletânea de entrevistas sobre os Beatles. Por outro lado, algumas histórias fictícias são recorrentes na leitura: é o caso da inimizade de Rod Argent por sua banda se chamar The Zombies, as tentativas de Ringo Starr subir um nível ninja e o vocalista da banda Rolling Stones, Mick Jagger, ser um caçador de zumbis e querer acabar com os Beatles.



Além de Mick Jagger, muitos famosos são entrevistados no livro, desde músicos como Bob Dylan até Spielberg, Rainha Elizabeth e até mesmo Jesus (vocês lembram que John Lennon disseram que os Beatles eram maiores que Jesus?). Por incrível que pareça, ZumBeatles realmente conta a biografia da banda, o início da amizade de John e Paul, os shows no Cavern Club, momentos marcantes como a ida aos Estados Unidos... Mas tudo em um cenário bem irreal, afinal, zumbis são violentos e precisam de cérebros para se alimentar. O livro conta detalhadamente sobre o "Processo de Liverpool", como os zumbis se alimentam e na verdade, tem várias coisas bem nojentas e até desnecessárias, mas fiéis à literatura zumbi. No geral, o livro mistura relatos verídicos com besteirol, com humor-negro, sarcástico, algumas piadas engraçadas e outras dispensáveis.



Se você não tem muito contato com os Beatles, talvez não vá aproveitar a leitura e pode considerá-la até mesmo cansativa. Mas quem é fã de verdade faz de tudo para ficar um pouco mais perto dos seus ídolos e saber mais sobre eles, até mesmo descobrir como seria sua trajetória se eles fossem zumbis. Claro que essa premissa poderia ser melhor explorada, mas no geral ZumBeatles - Paul está morto-vivo é um livro divertido e a prova de que os Beatles realmente são eternos.

Esse exemplar foi carinhosamente cedido pelo Grupo Editorial Record, que durante 2016 promoverá ações especiais em conjunto com o blog Finding Neverland. Curta a página no Facebook e fique por dentro das novidades!


Postagens Relacionadas

Crítica: Batman vs Superman - A Origem da Justiça




Antes mesmo de ir ao cinema, entramos em contato com um filme por meio da sinopse, dos trailers e claro, das críticas, que examinam os aspectos principais de um filme a ponto de dizer se no geral ele é bom ou ruim. O perigo reside no fato das críticas elevarem nossas expectativas a ponto delas não serem cumpridas ou até mesmo prejudicarem a bilheteria de um filme, que foi o que aconteceu injustamente com Batman vs. Superman - A Origem da Justiça.



Depois de uma eficiente sequência mostrando o assassinato dos pais de Bruce Wayne, Batman vs. Superman - A Origem da Justiça inicia logo após Homem de Aço, quando já conhecida a dimensão dos poderes de Superman. Nesse contexto, ao mesmo tempo que Superman (Henri Cavill) é glorificado como um deus, as suspeitas do envolvimento do herói em um ataque no deserto, avisos de outras dimensões mais artimanhas feitas para incriminar o Superman geram desconfiança em um Batman (Ben Affleck) já amargurado e sem escrúpulos para lidar com criminosos, que conclui ser o único capaz de derrotar o Superman antes que essa nova 'divindade' se volte para o mal e destrua a raça humana.



Com cenas grandiosas (que podem incomodar a alguns devido a "grandiloquência") e uma trilha sonora de peso por Hans Zimmer, Batman vs. Superman é um filme sério de ritmo lento, que antes de apresentar a esperada luta (muito curta, porém impactante), apresenta a visão de Batman sobre a destruição causada por Superman e um Superman humanizado, questionando-se seu papel na sociedade e como ela o enxerga. Por incrível que pareça, Ben Affleck está muito bem no papel e Henri Cavill não destoa no apresentado em Homem de Aço, mas o principal problema do filme é a interpretação de Jesse Eisenberg para o icônico Lex Luthor, um dos principais inimigos de Superman. Nesse filme, sua caracterização não é fria e elegante, mas é um Lex Luthor moderninho, extravagante e cômico, responsáveis pelas poucas (graças a Deus!) piadas presentes no longa-metragem.



Apesar do enfoque ser os dois heróis do título, Batman vs. Superman funciona como uma introdução ao futuro Liga da Justiça, por isso temos uma participação contida (mas bem aproveitada) da Mulher-Maravilha (Gal Gadot) e vários easter eggs de outros heróis e até mesmo histórias da DC. As visões do Batman, por exemplo, podem parecer desnecessárias, mas se referem (possivelmente) à Injustice e outros elementos que podem ser aproveitados em um filme posterior. De um modo geral, a direção de Zack Snyder (Watchmen, 2009) foi bem acertada ao simplificar a história e agradar aos fãs, utilizando os quadrinhos de Frank Miller para a construção do filme. Por outro lado, a duração do filme prejudicou o roteiro e o ritmo, e o "final" da luta entre os heróis é estragado por uma das piores coincidências possíveis.



Batman vs. Superman - A Origem da Justiça comete alguns erros e por isso foi bastante criticado, mas acredito que até a personalidade de Lex Luthor pode melhorar nos filmes posteriores e elementos aparentemente deslocados na narrativa foram inclusos por uma boa causa. No geral, o resultado dessa clássica batalha foi positivo, e espero que vocês consigam apreciar o filme tanto quanto.

Postagens Relacionadas

Fotografia: Pelotas


sábado, 12 de março de 2016



Oi pessoal! Já falei para vocês sobre o incrível projeto Bloggers Out and About e respondi a primeira tag do grupo, me apresentando aos demais membros. Além de promover discussões sobre viagens, o grupo também propõe blogagens coletivas e um projeto fotográfico mensal - o tema de fevereiro é arquitetura. Como tenho algumas fotos nunca publicadas da minha viagem para Pelotas, acho que essa é a oportunidade perfeita.



Pelotas é uma das cidades históricas do Rio Grande do Sul, fundada em 1758 (mais velha que Porto Alegre) e que se destacou muito pela produção de charque, enviado para todo Brasil. Hoje, a quinta maior cidade do Rio Grande do Sul se destaca pelos belíssimos monumentos, pelas paisagens naturais, pelos famosos Doces de Pelotas e claro, pela arquitetura. Vocês sabiam que Incidente em Antares, A Casa das Sete Mulheres e o filme O Tempo e o Vento foram filmados em Pelotas?



Como fui para lá para visitar meus tios e participar do Seminário Internacional do Pensamento Crítico, infelizmente não pude visitar os pontos turísticos. Entretanto, em um rápido passeio de carro pelo Centro consegui ver a famosa Igreja Cabeluda - que fica verde durante a primavera -, o Mercado Público e a sede dos Conselhos Superiores da UFPel. Claro, visitei a Faculdade de Direito da UFPEL (não sei porquê não tirei foto!) e consegui ver o Teatro Guarani e outros monumentos.



Por último, mesmo a postagem sendo sobre arquitetura, gostaria de apresentar a Praia do Laranjal, que pude conhecer na minha última visita.



Infelizmente, é isso que pude conhecer de Pelotas, mas tenho vontade de ir no Museu da Baronesa e ver de pertinho a belíssima Catedral São Francisco de Paula. Espero que na próxima visita possa a ir a todos esses lugares com meus tios

Postagens Relacionadas

Rolling Stones em Porto Alegre




Semana passada Porto Alegre presenciou mais um show que ficará marcado na história, de uma banda que influenciou uma geração e traz em suas canções e estilo o verdadeiro significado do rock n'roll. É com emoção relembrando o dia 02 de março de 2016 que venho compartilhar com vocês um pequeno relato sobre o show da banda Rolling Stones!


Eu e minha prima Eduarda, do Gota de Champagne.


O show aconteceu no Estádio Beira-Rio e desde a manhã havia uma grande alvoroço no entorno, vez que muitas pessoas ficaram o dia inteiro esperando nove da noite chegar. Contudo, nem o tempo de espera nem os (bons) shows de abertura nos prepararam para o início de um show emocionante, animado, com músicas marcantes de uma das bandas mais importantes da história do rock. E com uma peculiaridade: os Stones tocaram abaixo de chuva.



Apesar do palco grandioso, com três telões cujas luzes mudavam perfeitamente conforme a música, a estrutura foi insuficiente para proteger os artistas do que atingiu o público desde os primeiros acordes: a chuva. Mas o que era para ter sido um enorme problema parece ter servido de combustível não só para a plateia como para a banda cinquentenária, cujos roqueiros deram um show de vitalidade. Entre sorrisos, os Stones demonstravam estar curtindo tocar em Porto Alegre, e apesar da chuva pesada, percorriam a passarela e em nenhum momento diminuíram a energia que passavam para os fãs. Mick Jagger dançou, rebolou, fez o público cantar junto e usou gírias porto-alegrenses para se dirigir à plateia, nos saudando com um amigável "e aí, gurizada!" e apresentando Ronnie Wood como um gaúcho que toma chimarrão.



O show iniciou com Jumpin' Jack Flash e apresentou um repertório sólido, com It's Only Rock n' Roll, Let's Spend the Night Together (a música escolhida pelo público) e Ruby Tuesday, uma grata surpresa. Outras músicas tocaram, como Paint It Black, e duas tiveram Keith Richards no vocal. Para mim, a melhor parte do show começou com a fantástica Gimme Shelter, seguida de uma sequência arrebatadora com Start me Up, Sympathy for the Devil (com um palco repleto de símbolos satânicos e Mick Jagger vestindo uma capa vermelha), Brown Sugar e o bis, em que o Coral da PUCRS cantou You Can't Always Get What you Want e depois todo o estágio pulou com (I Can't Get No) Satisfaction".


Foto: Kevin Mazur (Fonte: Jornal do Comércio


Apesar de muitas bandas talentosas terem vindo para Porto Alegre nos últimos anos, a verdade é que nunca se viu show igual: com quase ou mais que setenta anos, os artistas mostraram mais energia que muita gente, isso que o público foi muito participativo e não parou um minuto de pular e curtir o show. O talento musical é indiscutível, mas uma das coisas mais impressionantes na apresentação ao vivo é a presença de palco de Mick Jagger, o carisma que todos da banda demonstram e a parceria entre eles, que há cinquenta anos tocam juntos. Quem viveu uma vida quebrando limites, marcou a história do rock e há muito já fez fama e fortuna não toca por dinheiro, mas por prazer. Acredito que os Rolling Stones ficaram muito satisfeitos de tocarem em Porto Alegre - e eu, feliz e emocionada com a oportunidade única de presenciar uma das maiores bandas da história.

Postagens Relacionadas

Newsletter

Inscreva-se na newsletter do bloguinho! ♥
* indicates required



Projetos do blog



I'll follow the Sun